“Sinto que ainda tenho muito que aprender, e isso alegra-me”

O Miguel Bilimória é Development Unit Director na PHC e o quinto convidado do nosso podcast. Contou-nos como foi desenvolver software at home e partilhou connosco a sua visão sobre as próximas tendências no software empresarial.

Há quatro anos que o Miguel lidera as equipas de desenvolvimento na PHC, mas o seu percurso na empresa começou em 1999. Primeiro na área de Training e depois na área de Service, teve dois grandes desafios na PHC, que lhe permitiram conhecer em detalhe os nossos produtos e as necessidades dos nossos clientes.

Lidera uma equipa de cerca de 80 pessoas, distribuídas pelos nossos dois produtos, responsáveis por desenvolver diariamente software espetacular. Gosta de contar com membros de equipa que adorem encontrar soluções e sejam verdadeiramente apaixonadas pelo que fazem. Tem um grande orgulho na sua equipa e é um fã inigualável do software da PHC.

O Miguel Bilimória é o quinta convidado do nosso podcast “Living @ PHC”. Falou-nos sobre a forma como lidera a sua equipa, partilhou connosco as características fundamentais de um candidato à mesma e ainda nos explicou tudo sobre o software de gestão da PHC. Para ouvir, aqui:

“Estou há alguns anos na PHC, e todos os desafios que sei que vão surgir motivam-me a continuar a querer aprender. Sinto que ainda tenho muito que aprender, e isso alegra-me.”

O Miguel fazia implementação de software na indústria automóvel, antes de saber, através de um amigo, de uma oportunidade na PHC. Entrou na empresa para a equipa de Training, responsável por dar formação sobre o software da PHC. Foi aí que teve o primeiro contacto a sério com o nosso software de gestão, e gaba-se, dizendo que “(…) conhecia cada clique como ninguém”.

Desde que assumiu a liderança da equipa de desenvolvimento, vive diariamente diversos desafios. Sente-se motivado por sentir que está em constante aprendizagem, e por não existirem dias aborrecidos.

“Temos um governance muito bem definido na equipa, e uma metodologia de desenvolvimento muito bem estruturada. Isso permite-me ter contacto regular com as várias pessoas.”

Explicou-nos que a sua equipa está dividida entre os dois softwares da PHC, existindo, claro, peças comuns de programação. Dentro das duas equipas de produto existem depois áreas mais dedicas ao desenvolvimento de novas funcionalidades e outras mais focadas em apoiar as equipas de service – que dão suporte aos pedidos dos clientes e parceiros.

Todas as semanas realizam sprints, onde os programadores apresentam as funcionalidades que estão a desenvolver a vários stakeholders internos. É nestes momentos que consegue ter um contacto mais direto com os próprios programadores.

“É a relação próxima que temos na equipa, quer em termos de governance como a um nível mais informal, que nos permite fazer um trabalho incrível. Por isso, tenho sempre a porta aberta a todos os membros da unidade.”

“Toda a nossa tecnologia estava preparadíssima. Esse não foi o desafio. O desafio foi adaptar o governance à nova realidade.

Sobre o impacto da pandemia na sua equipa, revelou-nos que o principal desafio foi a adaptação da sua liderança e do acompanhamento dos projetos para o digital. A tecnologia estava preparada, e apenas tornou todo o processo mais rápido.

Explicou-nos também que o desafio não se baseava apenas no facto de estarem em remoto, mas sim no facto de estarem em processo de lançamento de um novo produto: o PHC GO. Tendo começado a ser desenvolvido pouco tempo antes da pandemia, este produto foi desenvolvido e preparado em modo remoto e com sucesso. “Toda a empresa esteve envolvida no desenvolvimento deste produto. Começámos agora as migrações de clientes, e estamos muito orgulhosos do trabalho de todos.”, acrescentou o Miguel.

“O futuro do software, principalmente do software empresarial, serão as aplicações de negócio. E, claro, o low-code.”

O Miguel acredita que o software empresarial caminha para deixar de ser apenas um ERP ou um CRM, mas sim um conjunto de soluções que gravitam em torno do ERP, e que têm capacidade de se integrar entre si. Diz-nos, por isso, que o mundo das API e dos plugins veio para ficar, e a sua integração com os ERP deve ser cada vez mais fácil.

A rapidez e a agilidade serão palavras de ordem. O low code ganha por isso importância, sendo necessário ter frameworks que permitam fazer “software sobre software” de forma cada vez mais fácil. E, claro, a segurança informática, a inteligência artificial e os serviços distribuídos na cloud são temas que o Miguel acredita que nos vão acompanhar no futuro.

podcast phc men working at the office

“Procuramos pessoas que adorem resolver desafios, que estejam sempre disponíveis para aprender e que, acima de tudo, sejam apaixonadas por aquilo que fazem.”

Descreveu-nos a sua equipa como sendo viciada em encontrar soluções. Para além disso, o Miguel Bilimória relatou-nos o quanto a sua equipa está sempre a adaptar-se aos novos desafios. Utilizam dezenas de linguagens de código no seu dia-a-dia.

“Devido ao PHC GO, começámos a trabalhar com Angular, por exemplo. Vamos aprendendo novas linguagens para dar resposta aos desafios que vão surgindo”, acrescentou. Acredita que o importante é a experiência que o programador tem, e acima de tudo, a vontade de aprender constantemente.

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