“Precisamos de ser felizes para nos conseguimos desenvolver profissionalmente”

O Miguel é cofundador da PHC Software, empresa que criou com o seu melhor amigo quando andava na faculdade, e é o primeiro convidado do nosso podcast Living at PHC.
Ouvir o testemunho do Miguel Capelão, atualmente Strategic, Rick & Control Officer na PHC, é extremamente entusiasmente, porque nos faz compreender que tudo é possível. A leveza com que relata todo o processo de idealização e criação de uma empresa, lado a lado com o seu melhor amigo de faculdade, o Ricardo Parreira, deixa tudo muito claro: o segredo do sucesso é trabalhar arduamente, ser feliz e fazer o que se gosta, e estar sempre disponível para nos reinventarmos e aprender coisas novas.

Contou-nos que sempre foi muito indeciso, apesar de atualmente a maioria dos seus dias envolver a tomada constante de decisões (por sinal, bastante importantes para a empresa multinacional que gere). Estudou Engenharia Física e História, mas podia muito bem ter sido Filósofo ou Economista. Tem uma enorme sede de conhecimento e uma curiosidade acima da média.

O Miguel Capelão é o primeiro convidado do nosso podcast Living at PHC. Falou-nos sobre a importância de entendermos a felicidade como a chave para o sucesso, do processo de criação da PHC Software e de onde se imagina aos 80 anos, lado a lado com o seu sócio e melhor amigo. Para ouvir, aqui:

“Sabíamos que queríamos ter uma empresa, mas não sabiamos bem de quê. Acabámos por constituir o pacto social mais abrangente possível.”

Não é a habitual história de empreendedorismo. Baseia-se na vontade e ambição de dois melhores amigos, que perceberam o quanto gostavam de desenvolvimento ao programar jogos num Spectrum, em 1989. Queriam ter uma empresa, mesmo sem saberem ainda bem de quê. E nunca imaginaram que poderiam vir a ter uma multinacional com mais de 200 colaboradores e 30 mil clientes.
O primeiro cliente queria medir o número de vezes que um pássaro ia ao ninho. O segundo pediu-lhes que criassem uma rede. Acabaram por entender que o que gostavam realmente era a criação de software de gestão, por terem uma paixão partilhada por tecnologia e gestão.

Chegaram a adjudicar projetos para funcionalidades que não sabiam bem como desenvolver. E hoje são uma referência no desenvolvimento de software de gestão. O crescimento da empresa deu-se sempre em paralelo com o seu próprio crescimento. Quanto mais procuram inovar, conhecer novos procedimentos ou entender como outras empresas trabalham, mais ajustam a forma como atuam e melhoram o desempenho da PHC Software.

“Temos tanto medo da incerteza e da mudança, que perdemos imensas oportunidades. Temos de aprender a aceitar o imponderável: dá-nos oportunidade de fazer as coisas de forma diferente.”

Homem a trabalhar feliz numa empresa
homem de negócios a trabalhar

“Somos verdadeiramente bons a fazer aquilo que gostamos. Por isso, importa compreender a felicidade como algo que tem de existir à prióri, para depois nos podermos desenvolver profissionalmente, e não o contrário.”

O Miguel defende, por isso, a importância de trabalharmos primeiro a nossa felicidade. Não corrermos de conquistas atrás de conquistas, na esperança de nos sentirmos realizados no final. Agarrarmos o que adoramos fazer e, aí sim, empenharmo-nos a fazer disso o nosso dia-a-dia.

Explicou-nos que acredita que as organizações devem investir na felicidade dos colaboradores, porque colaboradores mais felizes são mais produtivos. E as pessoas destacam-se e são verdadeiramente boas a fazer o que gostam.

E a verdade é que conseguiu construir uma empresa onde a felicidade é motivo de orgulho. Há três anos consecutivos que ganha um prémio por estar no TOP 15 de empresas mais felizes de Portugal.

“Ainda hoje somos extremamente intranquilos, estamos sempre curiosos, sempre a procurar inovar.”

Trinta anos depois da criação da PHC Software, a amizade e a empresa continuam a crescer. O Miguel acredita que, em parte, o sucesso de ambas se deve à forma como respeitam as diferenças um do outro e procuram constantemente inovar em prol de um objetivo comum.
Relata que, se no início tinha muito receio da mudança e das incertezas, hoje em dia vê cada momento imponderável como uma oportunidade. Diz que é fundamental que se aprenda a aceitar o imponderável, para lá do nosso planeamento, de forma a tornar as dificuldades em algo positivo.

Acredita ainda que, mesmo com 80 anos, terá exatamente com o mesmo espírito, e que espera ser ainda capaz de se reinventar como até aqui. Intranquilo e curioso para sempre.

homem de negócios num corredor

Pode acompanhar mensalmente os novos episódios do nosso podcast, Living at PHC, onde lhe contamos como se vive numa das empresas mais felizes de Portugal.

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