Um pequeno reconhecimento pode ter um efeito incrível na forma como trabalhamos

O que é que acontece se incentivarmos a distribuição de “obrigados” numa empresa? Foi isso que fizemos e contamos-te o resultado.

Nos dias que correm, à medida que a competição por talento se torna mais “acesa”, a forma como as organizações valorizam os seus colaboradores é um desafio constante e cada vez mais pertinente. Foi esta uma das principais conclusões do Global Culture Report, levado a cabo pelo O.C. Tanner Institute em 2018, que revela que o reconhecimento melhora o compromisso, inspira a inovação e cria lealdade.

Supondo que já trabalhas ou estás em vias de entrar no mercado de trabalho, o que responderias se te perguntassem “qual a coisa mais importante que a tua empresa faz (ou poderia fazer) para te motivar a fazer um bom trabalho?”. Sem querer influenciar a tua opinião, a resposta mais dada pelos mais de 15.000 colaboradores e líderes espalhados pelos seis continentes que participaram no estudo foi “reconhecer-me”.

 

O cerne do reconhecimento

Independentemente da geração, do nível de instrução, do departamento, da função, ou da região do mundo, todos os colaboradores, sem exceção, querem ser reconhecidos e sentirem-se valorizados, e é mais simples do que parece perceber porquê. Lembras-te de Pavlov e da sua análise sobre o comportamento humano com ênfase nos reflexos – que não são mais do que a resposta automática aos estímulos do ambiente que nos rodeia?

Certamente que sim e, por isso, deixa-nos desafiar-te a fazer um pequeno exercício mental, crucial para perceberes onde queremos levar-te. O que é que acontecia de cada vez que, enquanto bebé/criança, iniciavas um feito – a primeira sopa, a primeira palavra, os primeiros passos? Palmas, euforia, festa (a ressoar no teu cérebro como se efetivamente te lembrasses, e ao mesmo tempo tão real que parece ter acontecido ontem).

Só que não. Na verdade, foi há muito, muito tempo, não importa exatamente há quanto. Porque, passe o tempo que passar, a necessidade de reconhecimento mantém-se, como revela o artigo “Creating a Culture of Recognition”, da autoria do Great Place to Work: “Todos queremos e precisamos de reconhecimento. Desde muito cedo que o almejamos por parte dos nossos pais, professores e amigos. Toda a nossa vida é modelada em torno de um constante feedback e reconhecimento social”. E, “(…) quando entramos no mercado de trabalho, essa orientação não é diferente”, muito pelo contrário.

 

Como criar uma cultura de reconhecimento

Embora seja uma questão crucial, sobretudo à medida que a luta pelo melhor talento se intensifica, o reconhecimento sempre foi um dos principais pilares de uma gestão empresarial eficaz, mas a pergunta, frequentemente colocada pelas empresas – “como trabalhá-lo?”, mantém-se. Com as necessidades/expectativas dos colaboradores a mudarem constantemente, nem sempre é fácil criar programas de reconhecimento em consonância, mas há alguns aspetos chave que podem ser tidos em conta.

Segundo o Great Place to Work, o reconhecimento pode assumir “várias formas e tamanhos” e, ainda que, por vezes, seja importante reconhecer conquistas e marcos significativos através da recompensa (comumente associada a algo palpável), o agradecimento diário pode ser tão ou mais motivante para os colaboradores. “Uma pequena mensagem escrita à mão ou usar a intranet para enaltecer comportamentos” pode, de acordo com esta autoridade global, “ajudar a incutir uma cultura de reconhecimento”, e na PHC não podíamos estar mais de acordo.

 

“Thank U”: reconhecer à distância de um clique

Segundo o Global Culture Report já mencionado, “um obrigado deliberado aumenta o sentimento de valorização de um colaborador em 116%, o elogio espontâneo em 172%, ao passo que o reconhecimento formal aumenta esse mesmo sentimento em 355%”, reforçando a ideia de que, de uma forma geral, os programas de reconhecimento empresarial reforçam valores, interligam departamentos que por norma não interagem, e aumentam a camaradagem entre os colaboradores.

O programa “Thank U”, que temos na PHC, é prova disso mesmo. Sempre que nos apetece reconhecer o gesto/mérito de um colega, atribuímos-lhe um “thank you” –  associado a um dos seis valores que nos representam – que fica publicado na nossa intranet. E o que é que nós sentimos de cada vez que alguém nos presenteia com um obrigado, perguntas tu. “Que estamos ligados ao outro”, “que existe conexão”, “que o que fazemos têm impacto”, “que uma simples ação minha pode resultar num sucesso gigante para o outro”, “que o nosso trabalho é reconhecido”… e tudo isso “funciona como motor de motivação e vontade de fazer mais e melhor”.  Palavra(s) de PHC(s).

A adesão tem sido incrível, e a prova é que em pouco mais de 10 meses já distribuímos cerca de 320 “thank you”. Com pequenos grandes gestos se constrói a best experience at work.

 

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