PHC goes green: o caminho da sustentabilidade passa por aqui

Qual o impacto ambiental de cada um dos PHCs? E como diminuir a nossa pegada ecológica no planeta? Este foi o mote do workshop “PHC goes green”, dinamizado pela DECO – Associação de Defesa do Consumidor no escritório de Lisboa da PHC, no início de março. Numa sessão repleta de informação sobre consumo sustentável, conselhos práticos e dicas valiosas para mudarmos os nossos hábitos de consumo, o ambiente foi o grande protagonista.

Da Reserva do Niassa (Moçambique) ao Parque Nacional de Peneda-Gerês (Portugal), os vários países em que a PHC está presente dão-nos uma amostra valiosa de diversidade ambiental e, também, uma melhor consciência da sua vulnerabilidade. Este workshop foi, por isso, um passo importante para a adoção de comportamentos mais sustentáveis dentro e fora da PHC.

 

Se continuarmos a este ritmo [de consumo], em 2030, precisaremos de dois ‘planetas’ para manter o nosso estilo de vida.

 

Avisou Valter Sousa, o gestor de Projetos de Informação ao Consumidor da DECO que dinamizou o workshop “PHC goes green”. Perante a situação atual, é necessária uma maior consciencialização de todos para comportamentos mais responsáveis. Por isso, o especialista apresentou diversos conselhos práticos para mudar comportamentos em quatro áreas fundamentais: energia, água, alimentação/compras e resíduos.

 

A adoção de melhores comportamentos ambientais tem também um impacto direto na redução de custos do orçamento familiar, sublinhou Valter Sousa. Uma família de quatro pessoas gasta, em média, 1167 euros por ano em eletricidade, exemplificou. Por isso, reduzir o consumo de energia permite, simultaneamente, poupar custos e proteger o ambiente. Entre as diversas dicas apresentadas, o especialista da DECO frisou a importância de desligar o computador da tomada elétrica (incluindo o monitor) no final do dia de trabalho, desligar os carregadores quando não estão em uso, imprimir em modo rascunho e evitar consumos “fantasmas” de energia no modo stand-by dos equipamentos (ou seja, desligar sempre os aparelhos no botão on/off).

 

 

O workshop da DECO permitiu-nos ainda refletir sobre os desperdícios diários de água e alternativas práticas de diminuir a nossa pegada hídrica. “Cada português consome, em média, 195 litros de água potável por dia”, sobretudo em descargas sanitárias, banhos e uso da máquina de lavar loiça e roupa, destacou Valter Sousa. Nesse sentido, o responsável reiterou a importância de não deixar a torneira a correr quando não é necessário (enquanto se escova os dentes, por exemplo), reutilizar a água para regar, ter atenção a torneiras a pingar e diminuir o tempo de duche. Além disso, é importante pensar também sobre o impacto indireto de outros consumos na pegada hídrica: são precisos 2700 litros de água para produzir uma única t-shirt de algodão, por exemplo.

Resistir à tentação.

 

foi um dos principais conselhos deixados por Valter Sousa no que concerne às compras excessivas de alimentos e outros produtos. Como estratégias para comprar apenas o que é necessário, o especialista salientou a importância de planear e organizar uma ida ao supermercado: fazer uma lista do que realmente faz falta, fazer as compras com tempo e sem fome, evitar levar crianças, escolher produtos amigos do ambiente e comparar sempre as diversas alternativas.

 

 

Por fim, no que diz respeito aos resíduos, a DECO frisou a relevância de evitar desperdícios e de separar o lixo nos diversos contentores para reciclagem. A sessão centrou-se ainda em pequenos hábitos para implementar no dia a dia: usar copos de vidro em vez de copos de plástico, imprimir frente e verso, optar por produtos de longa duração (não descartáveis), aproveitar as sobras de uma refeição para confecionar outros pratos.

 

 

Ao longo de 1h30, Valter Sousa esteve no escritório de Lisboa para falar de consumo sustentável com os PHCs. Mas não só: em ligação web, outros PHCs do Porto tiveram oportunidade de assistir também à sessão e receber estes conselhos sobre como diminuir a pegada ecológica no planeta. Esta foi mais uma iniciativa do programa Fun at Speed, em linha com a responsabilidade ambiental da PHC.