Porque é que não ligo assim tanto à nossa mesa de matraquilhos?

Porque é que não ligo assim tanto à nossa mesa de matraquilhos?

Enquanto responsável por uma unidade de marketing, já realizei dezenas de entrevistas de recrutamento e uma das perguntas que faço sempre é o motivo pelo qual o candidato quer trabalhar na PHC. Entre as respostas que mais ouço está qualquer coisa como “passei pela sala dos matraquilhos e vi muita gente a divertir-se. Pareceu-me um ambiente fantástico”. A partir daí, se o candidato não for capaz de desenvolver este tópico e mostrar-me que se esforçou por conhecer verdadeiramente a cultura da empresa, tenho uma tendência inevitável para ficar de pé atrás.

Não me interpretem mal – eu adoro a nossa mesa de matraquilhos.

Gosto da confusão que se gera à hora de almoço (a mais concorrida na sala dos matrecos) e valorizo muito as oportunidades de convívio que cada jogo possibilita. Mas o que mais gosto nesta mesa é o facto de saber que ela não é apenas uma tentativa de tornar o espaço mais divertido: faz verdadeiramente parte da cultura da empresa e é o reflexo da nossa forma de estar, de nos relacionarmos entre nós e com os clientes.

A verdade é que piscinas de bolas, baloiços, mesas de pingue pongue ou salas de meditação há muito que deixaram de ser exclusivos das agências de publicidade ou dos negócios que normalmente entendemos como mais criativos.  Porque nesta era altamente competitiva todas as empresas precisam de encontrar formas criativas de resolver os desafios que enfrentam. E para isso é fundamental que os seus colaboradores se sintam bem no local onde passam tantas horas por dia, consigam relaxar e tenham a oportunidade de viver momentos de descontração em conjunto. Por isso, na PHC temos salas com puffs, workshops de desenvolvimento pessoal e atividades pensadas para nos tornar mais felizes. Tão felizes que este ano ficámos em segundo lugar no estudo “Happy Works”.

Mas é também verdade que, apesar de uma mesa de matraquilhos ou um piano de cauda serem altamente apelativos e tornarem o ambiente de trabalho mais descontraído, não são aquilo que faz a diferença quando falamos em atrair ou – sobretudo – reter colaboradores. Nunca conheci ninguém que, indeciso entre duas empresas, opta por aquela que tem a jukebox na entrada. Se essas são ferramentas muito interessantes para promover a criatividade, posicionar a empresa como um great place to work e manter os colaboradores motivados, de nada servem se não forem acompanhadas por uma cultura de empresa verdadeiramente focada no desenvolvimento pessoal e profissional dos seus colaboradores. Não é a possibilidade de andar de segway pelos corredores que faz com que um colaborador se envolva na empresa e se dedique de forma apaixonada aos seus projetos. Importante é a empresa conseguir que as suas pessoas se sintam valorizadas, apreciadas.

Sem uma cultura de colaboração e transparência, um puff ou um sofá na sala de reuniões não são mais do que peças de mobiliário. Nenhuma máquina de pinball vai resolver problemas estruturais de comportamento ou criar um ambiente mais coeso.

Eu gosto de uma boa partida de matraquilhos depois da última reunião do dia. Mas como o tempo, aprendei a valorizar muito mais outras coisas – talvez menos óbvias, mas com toda a certeza, mais determinantes quando penso no meu percurso na PHC. Aquilo que mais me motiva na empresa onde trabalho é o espírito de equipa, a coesão, a confiança que temos uns nos outros, as oportunidades de evolução e este ambiente que costumamos designar por “descontraído mas pro”, ou seja: que nos permite de uma forma descontraída e divertida encontrar soluções para os desafios das empresas e criar software que as torna mais ágeis e competitivas.

Dar oportunidades para que as pessoas cresçam é o que de mais importante uma empresa pode fazer pelos seus colaboradores. Isso, e organizar um torneio de matraquilhos todos os anos*.

 

*A PHC organiza anualmente um campeonato de matraquilhos que envolve toda a empresa e é vivido intensamente por todos os PHCs. É com orgulho que informamos que temos verdadeiros profissionais dos matrecos entre nós.