Como ter uma equipa de alta performance numa PME?

Pessoas produtivas, motivadas e capazes de resultados incríveis são o alicerce do sucesso das empresas, e qualquer negócio quer tê-las. Mas, o que é que faz com que uma equipa se supere constantemente? A resposta é simples: o recurso a ferramentas digitais, que alavancam o seu potencial e o transformam em conquistas.

 

O que têm em comum a equipa da box da Williams, que em 2016 demorou apenas 1.92 segundos a mudar os pneus do carro de Felipe Massa; a equipa do Barcelona de 2008/2009, que em 12 meses ganhou todos os troféus futebolísticos possíveis e imaginários; e a equipa da Estação Espacial Internacional, que aguentou 196 dias no Espaço? Têm no seu currículo conquistas incríveis, é certo, mas há uma coisa específica, que caracteriza e está na base de cada uma destas conquistas: o desempenho incrível de equipas de alta performance.

 

Independentemente do contexto – quer seja no desporto, numa missão Espacial, ou até mesmo no dia a dia de uma empresa – ter grupos de pessoas coesos, altamente produtivos, que superam constantemente os resultados a que se propõe, e revelam altíssimos níveis de colaboração e inovação – é, mais do que um “must have” ou um luxo, uma absoluta necessidade. Diferente de ter “apenas” uma “equipa comum”, que cumpre o seu propósito e consegue resultados. Porque ao contrário dessas equipas comuns para quem a sobrevivência basta, uma equipa de alta performance gere-se pela competitividade e faz a diferença nos negócios.

 

Qual das duas gostaria realmente de ter ao seu lado?

 

4 características que distinguem equipas de alta performance

Qualquer grupo independente de pessoas que partilham responsabilidade e um objetivo pode ser considerado uma equipa. Mas falámos do Barcelona de 2008/2009 no início do artigo, e não de todas as centenas de clubes profissionais que jogam por todas essas Ligas da Europa fora, por alguma razão. Falámos desse Barça, porque ele era efetivamente excecional: com uma colaboração visível em campo, uma ligação coesa entre defesa e ataque, uma abordagem inovadora e, claro está, com os tais resultados que superaram expetativas, traduzidos em seis imponentes troféus – Liga, Copa del Rey, Supertaça, Supertaça da UEFA, Liga dos Campeões e Campeonato do Mundo de Clubes.

 

O que distingue, afinal, uma equipa de alta performance? É que uma equipa desse nível traz “extras” – como a solidez e a coesão, a confiança mútua e os papéis bem-definidos e a liderança forte e o foco inabalável – para a equação. Tudo isto, e quatro características únicas que todos os líderes devem incentivar:

 

#1 Código de equipa

Quantas vezes acontecem erros ou atrasos porque alguém não sabe bem as suas responsabilidades ou assume demasiadas tarefas para o tempo disponível que tem? Em todas as equipas, independentemente do tamanho, têm de existir regras e definição de papéis. É possível, em cada equipa, definir o papel certo para cada pessoa, objetivos comuns, e a melhor forma de colaborar em conjunto. São as chamadas definições orgânicas e participativas, baseadas na própria dinâmica, perfis pessoais e contexto, que resultam num código específico. É isso que permite à equipa estar permanentemente motivada e aproveitar o seu potencial para conseguir o melhor resultado com o seu trabalho.

Tome nota do que, enquanto líder, pode fazer para incentivar este código de equipa:

NN

Melhorar processos de comunicação e colaboração com base nas especificidades da equipa.

NN

Garantir que o conhecimento é partilhado por todos;

NN

Definir papéis para cada membro, e forma participativa, a partir das competências específicas e motivações de cada um;

#2 Estratégia comum de vitória

“Onde queremos chegar”; “qual a melhor forma de o fazer?” e “como é que cada pessoa contribui para essa vitória?”, são questões que têm de ser previamente definidas e bem claras para todos os membros da equipa. Enquanto líder, deve garantir que, na sua equipa, todas as pessoas conhecem os objetivos e a melhor forma de os alcançar. Para que isso aconteça, é preciso uma estratégia comum de vitória, que se estabelece, primeiro que tudo, com a definição dos objetivos SMART – específicos, mensuráveis, atingíveis, realistas e definidos no tempo.

 

Mas atenção que não basta defini-los e transmiti-los, já que se trata de um processo que implica alinhamento comum, de forma a que cada um contribua e entenda realmente qual a meta para a estratégia da empresa. Para que os objetivos sejam realmente SMART, são necessários a visão e os inputs preciosos das bases, e cada elemento individual tem de saber exatamente o que pode fazer para cumprir e superar as metas definidas.

Cabe aos team leaders apoiar cada membro no contributo individual que vai dar para a evolução comum da equipa:

NN

Dinamizar processos partilhados de definição de objetivos SMART;

NN

Garantir que todos os objetivos SMART são alinhados com as expetativas e conhecimentos;

NN

Manter conversas individuais com cada membro para acompanhar a evolução dos objetivos e para que cada um saiba, exatamente, o que pode fazer para contribuir para esta estratégia comum de vitória.

#3 Relações fortes

A união faz a força, as relações fortes são um trampolim para a superação e para o progresso, e é por isso que a coesão é um elemento fundamental para uma execução extraordinária. É a diferença entre o “cada um por si” – e o sentido partilhado de missão, propósito e vitória. É muito raro uma equipa conseguir exceder expetativas se houver falta de confiança entre os membros ou se as ligações forem manifestamente fracas.

 

Cada elemento precisa de sentir-se à vontade para correr riscos e inovar, mas também para errar sem medo de recriminações, e é aqui que os líderes têm um papel crucial. Cabe-lhes:

NN

Explorar formas de partilha e aprendizagem mútua, focados no objetivo comum e aceitando as diferenças entre cada um;

NN

Incentivar uma maior partilha, com tarefas e responsabilidades partilhadas;

NN

Encontrar tempo para celebrar os sucessos;

NN

Garantir que há espaço para inovar e errar, desde que se aprendam lições com isso;

NN

Incentivar as pausas sociais, porque os momentos lúdicos são essenciais para se criarem relações fortes dentro das equipas.

#4 Comunicação flexível

Referimos, no início do artigo, a proeza de uma equipa da Estação Espacial – dois astronautas americanos e um russo –, que aguentou 196 dias seguidos no Espaço. Alguém duvida de que a comunicação desempenhou um papel essencial para o sucesso desta missão? A comunicação é fundamental para apoiar todos os restantes pontos referidos até agora – código de equipa, estratégia comum de vitória e relações fortes – e, quando bem gerida, apoia, de forma crucial, a excelência na gestão.

 

Há uns anos, o MIT identificou as dinâmicas de grupo que caracterizam as equipas de alta performance, a partir da recolha de dados em diversos setores de atividade, e concluiu que a comunicação é tão importante para o sucesso como a inteligência individual, a personalidade, as competências e os conteúdos juntos. A questão que se coloca é como é que, enquanto líder, pode incentivar a comunicação? É simples:

NN

Dando o exemplo;

NN

Encorajando a participação igualitária de todos;

NN

Promovendo a comunicação direta;

NN

Dando feedback assertivo, que contribua positivamente para melhorar a comunicação e a coesão da equipa.

Na era da transformação digital, é crítico, sobretudo ao nível da gestão, que haja uma consciência destes quatro pilares – código de equipa, estratégia comum de vitória, relações fortes e comunicação flexível –, para que as equipas possam, continuamente, supera-se em conjunto.

 

Ferramentas digitais que aceleram estas 4 características

A velocidade no mundo digital é vertiginosa e, para competir e chegar ao sucesso, é imperativo acelerar as quatro características essenciais das equipas de alta performance com as ferramentas digitais certas. A boa notícia é que existem no mercado ótimas soluções para elevar o desempenho das equipas a um nível único de produtividade, envolvimento e superação. Ferramentas digitais que permitem:

NN

Automatizar o trabalho administrativo, rotineiro e processual, para que as equipas se concentrem no que realmente cria valor e inovação em contínuo;

NN

Aceder a informação relevante e trabalho a partir de qualquer lugar – para que a alta performance não fique presa à secretária;

NN

Comunicar direta e eficazmente, com redes internas por projeto, por equipa ou entre toda a empresa. É algo essencial para alinhar os membros da equipa, reforçar a coesão, aumentar o envolvimento e, claro está, a motivação;

NN

Medir indicadores e acompanhar a evolução de objetivos, com acesso de toda a equipa. Para que todos saibam, em tempo real, que objetivos faltam cumprir e qual o desempenho individual de cada um, e como podem contribuir mais para a meta definida;

NN

Ter dashboards de indicadores reais de negócio – de que adianta ter um supergrupo, se todos trabalham com base em informação offline?

São apenas alguns exemplos, que dão uma pequena ideia de como as ferramentas de gestão digitais melhoram a mobilidade, a comunicação, a estratégia de vitória comum e a rapidez na decisão de alta performance, libertando as equipas de tarefas administrativas e rotineiras.

 

Antes de terminarmos, um convite à introspeção. Pense na situação atual da sua equipa: é a equipa que cruza a meta em primeiro ou umas das muitas que fica lá para trás? Que ferramentas pode implementar, desde já, para melhorar a performance da sua equipa? Pense nisto. E pense no que pode fazer de diferente na sua, já amanhã.

 

Para saber mais acerca das Equipas de Alta Performance, veja ou reveja o vídeo sobre o tema, desenvolvido no âmbito do PHC EXEC 2018: