6 artigos que ajudam a compreender as transformações no retalho

Impulsionado pela evolução das necessidades dos consumidores e pelo progresso tecnológico, o setor do retalho está a sofrer profundas alterações. O online é uma oportunidade única, e urge às empresas portuguesas aumentarem o seu nível de digitalização.

 

Há muito que a transformação digital deixou de ser um tema da tecnologia, para passar a ser uma preocupação dos negócios em geral, e do setor do retalho em particular. É um conceito que diz não apenas respeito a particulares, mas também a empresas e Estados, muito à conta do volume de dinheiro que mobiliza. Qualquer coisa como 27,7 mil milhões de dólares transacionados através de comércio eletrónico à escala mundial (dados da Organização Mundial do Comércio referentes a 2016), cifra que tem um denominador comum: a influência que a tecnologia tem no comportamento de compra dos consumidores. Um argumento no mínimo convincente, e mais do que suficiente para rever a forma como se gerem empresas e se estabelecem relações comerciais.

Apenas 41% das empresas portuguesas está online, o que significa que cerca de 60% não tem sequer página na Internet. 

Estudo “Economia Digital em Portugal 2009-2017” da IDC/ACEPI

 

O interesse advém não apenas daqueles que vendem produtos e serviços, e a prova é que há organismos internacionais decididos a empreender esforços para fixar regras globais para o comércio eletrónico. O 49º Fórum Económico Mundial, que se realizou no passado dia 25 de janeiro em Davos, e reuniu sessenta e seis economias globais, foi palco para a discussão de assuntos como a necessidade urgente de se estabelecerem regras comuns para privilegiar os direitos dos utilizadores no mundo digital, minimizar barreiras comerciais e trabalhar em conjunto o tratamento de dados. Por outras palavras, “tornar mais ágil o processo de compra, venda e concretização de negócios online”.

 

Cada vez mais, o comércio através de plataformas eletrónicas roubará participação de mercado às lojas físicas, não sendo por isso de estranhar que o tema se encontre em top of mind na agenda de líderes mundiais e gestores. A ABI Research, por exemplo, estima que em 2024 – em apenas seis anos – as vendas através de comércio eletrónico representem 25% do total de vendas, número que corrobora a afirmação de Elżbieta Bieńkowsk, Comissária responsável pelo Mercado Interno, Indústria, Empreendedorismo e PME, de que “o futuro do setor retalhista europeu depende da sua capacidade para desenvolver práticas empresariais inovadoras e maximizar novas oportunidades (…)”.

 

Apesar desta consciência, não há uma “receita mágica”, que encaixe na perfeição em todas as empresas ou países. É preciso analisar padrões de comportamento dos utilizadores, para definir os passos necessários para fazer face ao investimento tecnológico e à necessária transformação do paradigma empresarial.

 

Apenas 41% das empresas portuguesas estão online

Ainda que o comércio eletrónico nacional continue a dar sinais de consolidação – dados do último e-Commerce Report dos CTT dão conta de que em 2017 o comércio eletrónico cresceu 12,5%, para um total de 4.145 milhões de euros –, há ainda um longo caminho a percorrer por parte das empresas portuguesas. À margem da cimeira do Fórum Económico Mundial, Pedro Siza Vieira reforçou a necessidade de aumentar a presença das PME no digital, nomeadamente no comércio. A razão é simples: “temos um grande número de consumidores que adquirem produtos via Internet – em 2017, os portugueses gastaram cerca de 4,6 milhões de euros em compras online –, mas é tudo adquirido no exterior”, explica o ministro da Economia.

 

De acordo com o último estudo sobre a Economia Digital em Portugal, levado a cabo pela IDC e pela ACEPI, apenas 41% das empresas portuguesas está online, o que significa que cerca de 60% não tem sequer página na Internet. Foi precisamente a pensar nelas que o programa ComércioDigital.pt, que visa promover a presença online de 50 mil empresas portuguesas no setor do comércio e dos serviços, foi criado.

 

Tecnologia para maximizar vendas: desafios do setor do retalho

Estima-se que em 2020, mais de metade da economia esteja digitalizada, e que o valor atinja os 90% em 2027. Ter presença digital é o primeiro passo para estar mais perto e atrair novos clientes, obter mais vendas e alcançar novos mercados, mas não chega.

 

O cliente está cada vez mais exigente, com expectativas mais elevadas, e todos os pormenores contam na hora de fazer a diferença e “subir um degrau” que vai colocá-lo em vantagem face à concorrência. Consegui-lo, passa necessariamente por trabalhar a customer experience com as ferramentas certas. Passa por recolher dados sobre clientes e os seus hábitos, analisá-los e usá-los facilmente para tomar ou automatizar decisões. Passa por tirar partido das ferramentas de CRM, essenciais para garantir que quem contacta com o cliente tem do seu lado toda a informação que precisa para uma interação eficaz, em qualquer altura e onde quer que esteja. Passa por fazer uso das ferramentas de self-service, que permitem ao cliente submeter encomendas, fazer track de compras passadas e download de faturas, sem depender da ajuda de ninguém. Passa, acima de tudo, por conhecer o consumidor, o seu comportamento de compra e saber exatamente como influenciá-lo. Porque os consumidores de amanhã vão exigir que todos, sem exceção, consigam responder positivamente às novas formas de comprar e, acima de tudo, à forma como eles esperam ser atendidos.

 

A pergunta que se impõe é como colocar o seu negócio mais perto do futuro, acessível 24 horas por dia, sete dias por semana, a partir de qualquer lugar e para o mundo inteiro? Seguem-se cinco artigos, que prometem ser uma espécie de “guia” na difícil tarefa de iniciar este processo:

 

#1 Estará o setor do retalho preparado para o futuro?

O canal digital é a face mais visível dos desafios a que as lojas têm de responder, mas o eCommerce não é o único fator que o retalho deve abraçar para preparar o futuro. Saiba mais sobre algumas das tendências que o sector precisa de antecipar, para continuar em boa forma.

 

#2 Tome nota: este é o seu dicionário de e-commerce

Sabe o que é o Google AdWords, o que significa alojamento virtual, B2B, Cross Selling, Page Views ou SEO? São tudo conceitos básicos de eCommerce, que deve dominar se quiser vingar neste mundo.

 

#3 Como montar uma loja online num instante?

Gerir uma loja online é conseguir chegar a clientes em todo o mundo através de uma loja aberta 24 horas por dia, reduzindo a cadeia de valor ao diminuir o número de intermediários, e conseguindo preços muito mais competitivos. Saiba como pode montar uma loja online em apenas 12 passos.

 

#4 Aplique estas 7 formas de promover a sua loja online

Depois de criar a sua nova loja online, é altura de conquistar clientes. Aposte numa estratégia de promoção criativa e faça a diferença junto do seu público-alvo, inspirando-se em sete técnicas irresistíveis para promover a sua loja online.

 

#5 Como escolher um gateway de pagamento adequado ao seu negócio

Uma vez que é o gateway que vai autorizar os processos de pagamento online da sua empresa, promovendo a estabilidade da conexão e prevenindo fraudes, torna-se imperativo fazer uma escolha ponderada quando se trata de escolher este serviço. Saiba o que deve ter em conta durante o processo.

 

#6 Mbway: o pagamento móvel é uma tendência. Não deixe a sua empresa de fora

Portugal apresenta uma das maiores taxas de “abandono do carrinho” em compras online, e a explicação passa pela inadaptação dos negócios às exigências do consumo atual. O reduzido número de formas de pagamento disponibilizadas pelas lojas online é apenas um dos muitos motivos que explica as baixas taxas de conversão existentes.

 

Não há dúvida de que o setor do retalho está, mais uma vez, a reinventar-se. E você, está preparado para diferenciar-se da concorrência e responder positivamente às necessidades dos consumidores do futuro? Se a resposta é “não”, está na hora de começar a pensar nisso agora.

 

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