5 tendências que vão marcar a gestão em 2018

Começou por ser vista como nice to have, mas, a cada dia que passa, confirma-se como absolutamente vital para a sobrevivência e diferenciação de qualquer negócio. Por isso mesmo – e até que esse imperativo chegue a todas as empresas – a transformação digital continua a ser a grande tendência no mercado das PME. E traz consigo outras cinco grandes tendências que vão marcar a gestão das empresas mais competitivas neste ano.

A transformação digital é incontornável nas empresas do século XXI e a sua adoção ditará quem sobrevive à medida que “o software devora o mundo” e impõe a disrupção nos negócios tradicionais. Por isso, 2018 será o ano para consolidar a mudança nas PME portuguesas ou, para as empresas que ainda não começaram, alterar mentalidades e iniciar a adoção de novas ferramentas digitais.

Esta é, aliás, uma tendência global crescente à escala mundial: no final de 2019, o investimento em transformação digital deverá aos 1,7 biliões de dólares, segundo as previsões da IDC, um valor 42% maior do que aquele registado em 2017. A urgência é real: à medida que aumenta a necessidade dos clientes por rapidez, inovação e experiências personalizadas, “é fundamental que as empresas acordem para a mudança, sob pena de já cá não estarem amanhã”, antecipa Miguel Capelão, Strategic Risk Control Officer na PHC Software.

A transformação digital é, por isso, o foco deste ano que agora começa. Contudo, mais do que um conceito vago, esta é uma orientação que se ramifica em cinco tendências a adotar – ou a reforçar – no seu negócio. Fique a par das previsões que vão fazer a diferença na forma como gere a sua empresa.

 

1. Mobilidade na gestão

Segundo a consultora Gartner, o software de gestão para empresas continua a ser fulcral no investimento em tecnologias de informação. É aqui que se concentra a maior fatia do EMEA (Europa, Médio Oriente e África), com uma antevisão de crescimento de 10,5% para 2018. Porém, não basta investir em software. A diferenciação nas empresas é feita com soluções que permitam aceder aos indicadores de gestão e demais informações em qualquer lado e a qualquer hora do dia.

Com acesso na web e atualização imediata na cloud, é esta adaptabilidade que permite à sua empresa responder às rápidas exigências do mundo atual.

 2. Otimização de processos e métricas

Adotar ferramentas de gestão da sua empresa permite-lhe agilizar e medir continuamente os processos da sua empresa. Desta forma, o seu negócio poderá ser analisado em qualquer momento e ganhará uma maior capacidade de decisão e adaptação.

Mas não se deixe deslumbrar pela buzzword do big data: invista nos indicadores e dados certos, mas use-os para serem efetivamente catalisadores da mudança e da adaptação ágil da sua empresa. Medir só por medir, de pouco vale. “Os indicadores que escolhermos têm de servir para alguma coisa; seja para pagar prémios e comissões, mudar a nossa estratégia, imaginar novas ações e iniciativas para atingir o resultado, entre outras”, reforça o Performance Analytics Director da PHC Software, Francisco Caselli, num artigo de opinião para a Executive Digest.

À medida que os dados e as métricas assumem um lugar central nas empresas, surge também a necessidade de Chief Data Officers (CDO), um novo cargo nas empresas para “embaixadores das métricas”, responsáveis por gerir a mudança nos processos internos e incentivar à alteração de mentalidades. A ascensão do CDO é uma das 10 tendências de Business Intelligence elencadas para 2018 pela Tableu, empresa especialista em analytics.

 

3. Antecipação do RGPD e outras exigências legais

A adoção de ferramentas na cloud permite-lhe estar sempre em cumprimento com as alterações legais que impactam o seu negócio, sem preocupações. Além disso, o software de gestão é um apoio essencial para antecipar mudanças legislativas e responder, de forma cómoda e célere, a novas exigências. Em 2018, esteja atento às grandes mudanças na Lei e assegure-se de que o seu software responder aos requisitos:

  • RGPD: A propósito do foco em métricas e dados, o RGPD – Regulamento Geral de Proteção de Dados torna-se obrigatório a 25 de maio de 2018. As empresas que não estejam em conformidade com as novas indicações de proteção de dados pessoais arriscam-se a multas que chegam aos 20 milhões de euros.

 

  • SAF-T (PT): As últimas mudanças nestes ficheiros de faturação e contabilidade entraram em vigor no segundo semestre de 2017. É importante assegurar que a sua empresa já se adaptou às novas regras e que as ferramentas adotadas tenham sido atualizadas atempadamente – e que garantam resposta às atualizações futuras e requisitos da Autoridade Tributária.

 

  • e-GAR: Também em 2018 passa a ser obrigatória a emissão eletrónica de guias de acompanhamento de resíduos. Esta é um processo que abrange produtores de resíduos, transportadores ou operadores e todos os documentos devem ser comunicados diretamente ao SILiAmb – Sistema Integrado de Licenciamento do Ambiente da Agência Portuguesa do Ambiente. Esta ligação pode ser feita, comodamente, via software

 

4. Customer Experience

Esta é a “era do consumidor” e, por isso, a excelência na customer experience é essencial para antecipar-se à concorrência e gerar um verdadeiro valor percetível para os seus clientes. Lembre-se que todos os pontos de contacto contam na gestão de uma experiência ótima e personalizada dos consumidores com a sua marca). Por isso, conheça bem o seu mercado e esteja sempre presente (em todos os dispositivos e canais). A “personalização vai ajudar a orientar a lealdade do consumidor”, lembra a Forbes como tendência para 2018.

As ferramentas tecnológicas dão uma ajuda a proporcionar uma melhor Customer Experience. Seja através de CRM (Customer Relationship Management) e loja online, seja na avaliação das preferências e métricas do mercado, apenas a Transformação Digital permitirá um desempenho de excelência à altura da fasquia exigente dos dias de hoje.

5. Customização de ferramentas

Não é só do lado do mercado que reside a necessidade de personalização, esta é uma tendência que faz a diferença também internamente. Para alcançar competitividade e fazer do software uma alavanca para o sucesso – e não uma barreira na engrenagem –, as empresas procuram ferramentas e plataformas de gestão adaptadas às suas necessidades. Com o desenvolvimento da cloud, esta personalização está também ao alcance das empresas de menor dimensão, que conseguem aceder assim a soluções de gestão adaptáveis a custo reduzido, sem necessidade de desenvolvimento in-house.

Esta personalização vai também chegar em força às ferramentas de apoio à decisão em 2018. A tendência vai ser, cada vez mais, a personalização de indicadores e métricas em dashboards, para decisões mais certeiras e atempadas. “A personalização extrema vai dominar as tendências de insights”, antecipa a Businessworld para 2018.

Mobilidade, processos otimizados, antecipação de alterações legais e personalização da experiência do cliente e da gestão da empresa marcam as grandes tendências para 2018. Para embarcar nesta viagem – e destacar-se da concorrência – invista nestas tendências com o apoio de ferramentas digitais. Perante as exigências globais de decisões e resultados em tempo real, agarre a transformação digital como oportunidade para fazer a diferença.